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Projeto para preservação do patrimônio promove mudança visual em escola do Clima Bom

16/12/2015
Projeto para preservação do patrimônio promove mudança visual em escola do Clima Bom
Um olhar diferenciado para a escola. A unidade de ensino como uma extensão de nossas casas. Foi com esta proposta que a Escola Estadual Maria da Salete Gusmão de Araujo, no conjunto Osman Loureiro, no bairro do Clima Bom, envolveu seus alunos em uma grande ação para ‘mudar a cara’ da unidade de ensino. A iniciativa, aliada aos recursos do programa Escola da Hora, promoveu uma transformação visual na instituição. Tudo começou em 2014, quando, a unidade promoveu um projeto sobre preservação do patrimônio. A ação deu tão certo que, em 2015, a direção decidiu empreender ação similar abordando a questão da sustentabilidade. Neste mesmo período, a unidade recebeu verba do programa Escola da Hora, iniciativa do Governo de Alagoas que descentralizou recursos para as escolas executarem pequenas obras de manutenção. "Por meio do Escola da Hora, promovemos a pintura e reparos na parte elétrica e hidráulica da escola. E isto casou com a nossa gincana de sustentabilidade, o que inclui ações de limpeza, jardinagem, dentre outras", contou a diretora-adjunta Josivânia Soares. Segundo Josivânia Soares, o trabalho de jardinagem dos alunos deu uma nova vida à escola. “Eles pintaram pneus, reformaram canteiros, plantaram mudas de árvores e deixaram tudo limpo, na parte interna e externa da escola”, relatou. A gerente da 13ª Gerência Regional de Educação (Gere), Mônica Sarmento, elogiou a iniciativa. "A escola soube aliar perfeitamente as ações do Escola da Hora com as atividades da gincana e o resultado é impressionante. A escola está belíssima, estão todos de parabéns", afirmou.

Culminância

Com o intuito de debater a preservação do meio ambiente, a gincana ‘Ações sustentáveis: o futuro está nas nossas mãos’, teve sua culminância nesta terça-feira (15), com a apresentação de 12 trabalhos. De acordo com a diretora-geral, Glória Calazans, todos os 1.400 alunos do ensino fundamental maior (do 6º ao 9º ano) e do ensino médio participaram da gincana. Uma banca julgadora, composta por professores da unidade de ensino, avaliou as turmas que se apresentavam. “O empenho de todos e a qualidade dos trabalhos superaram as expectativas. Independente do resultado da competição, todos os participantes estão de parabéns, porque, além da consciência ecológica, eles aprenderam a cuidar da escola como estivessem cuidado de suas casas”, frisou a professora Giordana Tenório, que leciona Matemática e fez parte da comissão julgadora.

Dengue

Além do trabalho de limpeza, conservação e jardinagem, a gincana abordou questões relativas a problemas ambientais e de saúde pública, como acúmulo de lixo, esgoto e proliferação de mosquitos. Matheus Henrique Gonçalves dos Santos, de 17 anos, aluno do 3º Ano ‘A’, chamou atenção para a importância da coleta do lixo para evitar doenças. “As pessoas não podem jogar o lixo em qualquer canto, pois isso acaba atraindo mosquitos e outros insetos nocivos à saúde”, relatou o estudante. Sua colega Ires Carolina da Silva Gomes, de 14 anos, fez a apresentação alertando para o perigo da dengue e outras doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. “A população precisa fazer sua parte, evitando despejar o lixo nos terrenos baldios. Caso contrário, nunca vamos acabar com o mosquito”, observou a aluna do 7º Ano ‘B’.