Geral
Secretaria de Saúde inicia pesquisa de casos da Síndrome de Guillain-Barré
15/12/2015
Doença grave
Os especialistas da área começam a identificar um aumento significativo de casos da síndrome. Um deles é o médico hematologista Wellington Galvão, que informa que já existem cerca de 40 registros no estado desta síndrome. Números esses, conforme esclarece o hematologista, de pacientes que buscam tratamento na Santa Casa de Maceió, que possui convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS). “Essa é uma doença grave, mas ainda não existe confirmação da sua relação com o zika vírus”, pontuou Wellington Galvão. O médico adiantou que o tratamento (Plasmaférese terapêutica) para essa doença que ataca o sistema nervoso central é bastante eficaz e vem apresentando resposta positiva. “A orientação é que, ao surgirem os sintomas, os pacientes busquem o HGE para o atendimento com os neurologistas”, pontuou ele.Sintomas e tratamento
A síndrome de Guillain-Barré é uma doença neurológica, de origem autoimune que acomete primordialmente a mielina da porção proximal dos nervos periféricos de forma aguda/subaguda. Provoca fraqueza muscular generalizada e, em casos mais graves, pode até paralisar a musculatura respiratória, impedindo o paciente de respirar, levando-o à morte. A SGB é a maior causa de paralisia flácida generalizada no mundo, com incidência anual de 1 a 4 por 100 mil habitantes e pico entre 20 e 40 anos de idade. O diagnóstico da SGB é feito, primariamente, de forma clínica, a partir da observação e análise dos sintomas, com a complementação de exames laboratoriais que comprovem a impressão médica e exclua outras causas possíveis para a fraqueza ou paralisia muscular. Ainda não há cura específica para a doença. O tratamento é focado no combate aos sintomas e minimização dos danos motores, com injeção de imunoglobinas e plasmaférese.Últimas notícias
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