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Saúde participa de audiência sobre microcefalia na ALE

11/12/2015
A diretora de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Thaís Barreto, participou nesta quinta (10) da audiência pública que discutiu sobre o aumento dos casos de microcefalia em Alagoas. Proposto pela Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa de Alagoas (ALE), presidida pelo deputado Francisco Tenório, o a reunião contou com as presenças de secretários municipais de saúde, Defesa Civil Estadual e representantes do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems), além da secretária estadual de saúde, Rosângela Wyszomirska, promotora Micheline Tenório e os deputados estaduais Léo Loureiro, Jó Pereira e Inácio Loiola. Durante seu discurso, a diretora da SMS assegurou que o Município está atuando com sua estratégia focada no controle do vetor, de modo que as ações conseguiram reduzir o índice de infestação predial e os casos de dengue notificado na capital. Ela acrescentou que nesse momento é preciso a união de esforços para combater situações que favoreçam a proliferação do Aedes aegypti. “Temos dois bairros com a situação mais preocupante – Pajuçara e Ponta Verde – e estamos com estratégias específicas para essa região. Além disso, é preciso que cada um tome conta de sua residência para evitar novos focos. Em 2014, Maceió registrou pouco mais de cinco mil casos de dengue. Este ano foram notificados pouco mais de 3.600 casos”, explicou. Representando o Cosems, o secretário municipal de saúde de São Miguel dos Campos, Sival Clemente, destacou que o combate ao mosquito não será feito de maneira eficiente enquanto não houver saneamento básico nos municípios alagoanos. Sival acrescentou que governos municipais e estaduais precisam atuar na assistência e prevenção e destacou a publicação de portaria do Ministério da Saúde que reduz o número de agentes de saúde. “É um absurdo a publicação dessa portaria justamente em um momento tão crítico quanto o que estamos vivendo”. A secretaria estadual de saúde, Rosângela Wyszomirska, destacou a intensificação das ações e confirmou que o momento é extremamente crítico, por isso, a necessidade de executar um plano emergencial focado no combate ao vetor, com realização de campanha publicitária e criação de uma frente de apoio operacional com o objetivo de informar e orientar o trabalho articulado com instituições, organizações e sociedade. Em 2014, o Estado registrou 16 mil casos de dengue. De janeiro a novembro de 2015 já foram notificados 28 mil casos.