Equipes da Superintendência Municipal de Limpeza Urbana (Slum) iniciaram esta quinta-feira (10) com ações operacionais no bairro Ponta Grossa. O trabalho está concentrado entre a Rua São Luís e o Canal da Master, situados no Conjunto Coréia, onde o descarte irregular de resíduos é frequentemente realizado pelos próprios moradores da região, gerando um ponto de lixo crônico. De acordo com Ângela Silva, que é da Diretoria de Operações da Slum, a região de Ponta Grossa foi contemplada com a ação por meio da ordem de serviço que determina o trabalho operacional em toda a capital. Ela explicou que o trabalho está sendo feito por 10 agentes de limpeza com serviços de capinação nas ruas e no canal que corta o bairro. A ação também contempla a retirada de entulhos descartados de forma inadequada pelos moradores. Durante visita técnica à região, Ângela Silva flagrou, em poucos minutos, a ação da população e de carroceiros com o descarte de lixo em via pública. Um caminhão, provavelmente contratado por algum cidadão ou empresa, também foi visto despejando metralha de construção civil. Ela orienta de que forma a cidadão deve agir ao presenciar ações como estas vistas no bairro Vergel. “A limpeza funciona regularmente na região, com coleta do lixo domiciliar em dias alternados da semana. Apesar do trabalho intenso realizado pela Slum, ainda nos deparamos com situações como esta: metralha, resto de móveis e eletrodomésticos, materiais recicláveis e outros itens descartados em via pública, formando pontos de lixo que prejudicam a própria população que faz o descarte. Ao presenciar ações assim, o cidadão pode acionar a Slum pelo Disque Limpeza 3315-2600 e realizar a denúncia”, afirma a representante da Diretoria de Operações. Ângela Silva reforça que, caso seja veículo comum, o denunciante deve informar a placa para que possa ser feita a identificação do proprietário, facilitando o processo de notificação para coibir a prática. Exemplo a ser seguido
A próxima região que receberá o mesmo serviço é o Conjunto Joaquim Leão, com a limpeza dos canais da região. Lá, um dos moradores que colaboram para manter o ordenamento é o policial reformado José Ferreira, de 66 anos. Ele possui um ponto comercial na casa em que mora e pode ser considerado um exemplo a ser seguido em relação à atitude cidadã com a limpeza urbana. Ferreira comercializa bebidas em lata e faz a separação do resíduo que é deixado pelos consumidores para entregá-lo ao catador que passa semanalmente porta a porta do bairro. Ele, que reside no Joaquim Leão há 32 anos, afirma que também age como um fiscal: sempre repreende aqueles que fazem o descarte inadequado de lixo na rua e no canal. “Não sou político, não sou nada. Gosto apenas de saber dos meus direitos e cobrar os deveres. Cuidar do que é nosso faz parte disso. Precisamos nos corrigir e, se cada um cuidar da região que mora, teremos um local melhor para viver. Não adianta a limpeza púbica funcionar se o cidadão não colaborar”, afirmou José Ferreira. O morador contou que esta é a quinta vez que a Slum atende a sua solicitação. “Nunca tive problemas. Ligo e sempre sou atendido, dentro do tempo considerável já que não existe só o meu conjunto para ser limpo e bem cuidado”, completou.