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II Seminário de Arranjos Produtivos Locais é realizado no Centro de Convenções

06/12/2015
II Seminário de Arranjos Produtivos Locais é realizado no Centro de Convenções
O objetivo de apresentar o panorama da atuação e estimular a criação de novas perspectivas do Programa de Mobilização para o Desenvolvimento de Arranjos e Territórios Produtivos Locais (PAPL), foi realizado, nesta sexta-feira (4), o II Seminário de APL, com o tema “Desafios e Perspectivas”, no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, em Jaraguá. Para aprimorar os Arranjos, a aposta se dá na parceria de novos atores e identificação dos territórios economicamente estruturados como forma de fortalecer a governança local. Para isso, será preciso analisar os reflexos das políticas de apoio ao desenvolvimento econômico e social. Partindo dessa premissa, o II Seminário de APLs abordou questões como o fortalecimento das parcerias para os 18 territórios de arranjos produtivos, que atuam nos segmentos do agronegócio, serviços e indústria. De acordo com Jeanine Pires, secretária de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo, o encontro marca uma nova etapa no PAPL. “Esse é um programa que não tem um realizador, e sim, vários. E todos precisam ser fortalecidos e voltar suas ações para dar mais agilidade às ações do PAPL, que é um dos programas de desenvolvimento regional mais importante para o Governo do Estado, devido a sua capacidade de redução das desigualdades”, afirmou Jeanine. Antonio Pinaud, diretor-presidente da Agência de Fomento Desenvolve, destacou a importância dos atores envolvidos nos territórios de arranjos produtivos. “É preciso aumentar e melhorar essa articulação para que tenhamos resultados ainda mais significativos na inclusão social e produtiva”. Já Pablo Viana, secretário de Estado da Ciência, da Tecnologia e da Inovação, avaliou que a principal função de um APL é a aglutinação de negócios e, assim, desenvolver as cadeias produtivas que atuam nele. “Temos no estado diversos talentos, que também se manifestam em empreendimentos, pequenas empresas. O arranjo produtivo é a ligação entre eles para compartilhar soluções e beneficiar o maior número de empreendimentos. Entre as ações da secretaria, identificamos como ação prioritária o uso da tecnologia, para ajudar a alavancar os empreendimentos”, disse Pablo. Para Marcos Vieira, superintendente do Sebrae em Alagoas, o PAPL e o Sebrae possuem objetivos comuns como o desenvolvimento do empreendedorismo local, fomentando as micro e pequenas empresas. “O grande desafio para Alagoas é a criação de oportunidades de negócios para estimular a atividade econômica da população, criando um ambiente favorável para o surgimento de empresas de pequeno porte. Temos muitos desafios, o principal deles será a redução da desigualdade social e a inclusão produtiva”, afirmou.

Sobre o PAPL

Coordenado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur) em parceria com o Sebrae em Alagoas, o PAPL foi criado em 2004 com o objetivo de apoiar aglomerados de Micro e Pequenas Empresas, diminuir a desigualdade social e setorial das regiões mais pobres, erradicar a pobreza e a concentração de investimento. “No início do Programa eram 10 arranjos que atendiam três mil empreendedores. Hoje são 18 arranjos, sendo nove em agronegócios, cinco em serviços e quatro na indústria, que atendem 20 mil empreendedores. O grau de investimento do Sebrae, poder público e parceiros privados, saltou de R$ 19 milhões para 85 milhões. Em 2004, Alagoas tinha 32 mil pequenas empresas, hoje são 144 mil”, relatou Marcos Vieira. Ainda de acordo com o superintendente do Sebrae em Alagoas, o PAPL promoveu a melhoria da gestão dos negócios, com tecnologia, marketing e capacitação. Fortaleceu os processos produtivos, com aumento de infraestrutura produtiva e pública voltadas ao desenvolvimento de todos os elos das cadeias produtivas.

Parceiros do PAPL

Entre os principais parceiros do PAPL estão a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH); Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf); Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa); Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama); Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA); Associação dos Municípios Alagoanos (AMA); Companhia Nacional de Abastecimento (Conab); Banco do Brasil; Banco do Nordeste; Caixa Econômica Federal; Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf); Eletrobras; Desenvolve – Agência de Fomento de Alagoas; Instituto de Inovação para o Desenvolvimento Rural Sustentável de Alagoas (Emater); e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).