O governador Renan Filho solicitou apoio da bancada federal alagoana para o encaminhamento de emendas parlamentares que contemplem projetos estratégicos para Alagoas. Entre eles, a construção de uma nova maternidade na capital, a Maternidade de Risco Habitual. Esse modelo de maternidade, voltado para o atendimento às gestantes de baixo risco, vai permitir que a Maternidade Escola Santa Mônica (MESM) receba apenas os partos de alto risco. Em Alagoas, cinco unidades hospitalares já realizam o atendimento à gestante de risco habitual – o Hospital Santo Antônio, Hospital Nossa Senhora de Fátima, Hospital Nossa Senhora da Guia e Hospital do Açúcar. A nova unidade, segundo o governador, será no bairro do Poço, em Maceió. “Vai atender toda a parte baixa da capital, assim como Maceió de um modo geral, ampliando o serviço ofertado às gestantes de Alagoas”, esclareceu. De acordo com a coordenadora estadual da Rede Cegonha, a pediatra Syrlene Medeiros, é importante que a população entenda que há casos em que as gestantes podem ser atendidas nas unidades hospitalares de baixo risco. Para isso, é necessário que a gestante faça o pré-natal e seja encaminhada à maternidade adequada. “Ao ser encaminhada à unidade de risco habitual mais próxima de sua residência, conseguimos restringir a demanda espontânea para as unidades de atendimento às gestantes de alto risco”, esclareceu. Já nos casos de alto risco, a gestante deve ser encaminhada à Maternidade Santa Mônica e ao Hospital Universitário. Para que o tão esperado momento do parto e o nascimento do bebê aconteçam de forma tranquila e com qualidade, os protocolos devem ser obedecidos. “Os dois serviços de alto risco de Maceió precisam preservar vagas para as especificidades de sua referência, que acolhe gestantes com trabalho de parto prematuro, por exemplo, como também complicações hipertensivas, anemia grave, má-formação fetal e obesidade mórbida, dentre outros casos”, pontuou a pediatra. “Além de conscientizar a população, é necessário ainda que os profissionais conheçam o protocolo de classificação de risco e o mapa de vinculação na atenção básica e assistência hospitalar”, acrescentou Syrlene Patriota. Segundo ela informou, a medida visa solucionar as causas de superlotação das Unidades de Atendimento ao Alto Risco, principalmente devido à atual situação de reforma da Maternidade Santa Mônica. Mapa de vinculação Conforme o mapa de vinculação da Rede Cegonha, os pontos de atenção para o cuidado com a gestante iniciam com a visita domiciliar. O serviço se estende pela Unidade Básica de Saúde (UBS), Centros de Referência Ambulatorial, Casas de Parto, Centro de Parto Normal, Centro de Referência de Risco Habitual e Centro de Referência de Alto Risco; além da Casa de Gestante, Bebê e Puérpera, UTI Neonatal, UCI Neonatal e Leito Canguru. O Centro de Referência de Risco Habitual é o espaço para o internamento da gestante de baixo risco, parto de gestantes de risco habitual, assistência à mulher em situação de aborto e internamento do recém-nascido. Já o Centro de Referência de Alto Risco, é indicado para o internamento de gestantes/puérpera de alto risco, parto de gestantes alto risco e internamento do recém-nascido.