“A PPP do Tabuleiro, que beneficiará 300 mil pessoas da parte alta de Maceió - Benedito Bentes I e II, Santa Lúcia, Antares, Clima Bom, Tabuleiro do Martins, Cidade Universitária e Santos Dumont - não vai comprometer a arrecadação da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal); pelo contrário, vai incrementar a receita da empresa, uma vez que o pagamento dos recursos investidos somente ocorrerá quando estiver sendo cobrada a taxa de esgoto”. O esclarecimento foi feito pelo presidente da Casal, Clécio Falcão, a despeito de nota publicada pelo Sindicato dos Urbanitários, segundo a qual a nova PPP daria prejuízo à companhia. De acordo com Clécio Falcão, a comparação da PPP do Tabuleiro com a PPP do Agreste, como foi divulgado pelo sindicato, não é apropriada. “A PPP do Agreste envolve arrecadação com água e em sua formatação existem fatores que não estão presentes na PPP do Tabuleiro, que vai gerir esgoto”, explicou. No caso da PPP do Agreste - acrescentou o presidente da Casal -, não foram previstas todas as ações comerciais. Considere-se ainda que um terço da água produzida, que seria destinada à Mineração Vale Verde, não foi objeto de “amarração” em contrato. O fato é que a Vale Verde suspendeu a demanda por essa água sem apresentar contrapartida ao Estado. Pela sua concepção, a PPP do Agreste ensejou comprometimento de arrecadação com água e essa arrecadação não cresceu como se esperava. Ao analisar o contrato, a atual gestão da Casal constatou que havia desequilíbrio em desfavor da companhia, diferentemente do que acontece com a PPP do Tabuleiro, que só compromete a arrecadação futura proveniente de esgoto. Além disso, vai resolver um problema grave que é a falta de esgotamento sanitário no Tabuleiro. Outro fator importante a se considerar, segundo Clécio Falcão, é que a Casal não teria recursos próprios para bancar a implantação de redes coletoras de esgoto no Tabuleiro.